Cada canção é uma partida; uma ideia que, ao ganhar asas, deixa de pertencer ao chão para se tornar propriedade do vento. Reuni-las neste Balaio de Viagens não é um ato de arrumação, mas de soltura: é ver pássaros, antes dispersos, recuperarem o sentido do bando e a nitidez do percurso.
O álbum é, a um só tempo, ajuntamento e plataforma de voo. Algumas destas canções já habitam o ar há meses ou anos; outras, como Do Fado ao Tango, Tudo Que Meus Olhos Não Viram e Chuva Meteórica, acabam de inaugurar o seu destino inédito. Lado a lado, elas deixam de ser fragmentos para se tornarem horizonte.


























