{ "data": [ { "event_name": "Purchase", "event_time": 1654007988, "action_source": "email", "user_data": { "em": [ "7b17fb0bd173f625b58636fb796407c22b3d16fc78302d79f0fd30c2fc2fc068" ], "ph": [ null ] }, "custom_data": { "currency": "BRL", "value": 2.99 } } ] "test_event_code:" "TEST65937" }
 
  • Tiago Araripe

Vale uma canção?

Atualizado: 9 de jun. de 2020



Às vezes tenho um forte impulso de, simplesmente, me recolher à minha insignificância.


Afinal, o que significa lançar uma nova música diante de um mundo fustigado por uma pandemia que não se sabe quando terá fim? Ou ainda, diante de outras ações viróticas – vindas mais diretamente de pessoas que parecem ignorar solenemente as lições trazidas no rastro do Covid-19?


A floresta amazônica, pra destacar um exemplo gritante, continua em ritmo de desmatamento acelerado, numa clara ameaça não apenas aos que vivem no seu habitat, mas à saúde e à vida de todo o planeta. Divisões políticas fragilizam o que deveria ocupar o primeiro lugar na pauta dos governantes e das nações: cuidar das pessoas, preservar a vida em todos os aspectos, salvar vidas.


Nesse cenário desolador, onde está o bom senso que, mais do que nunca, recomendaria unir inteligências e esforços em nome do bem-estar comum? Onde está mesmo algum vestígio de inteligência humana?

Lançar uma canção seria, então, jogar pedras numa cachoeira, querer se fazer ouvir em meio a sirenes ou soar onde a voz do coração parece não se propagar?

Ao mesmo tempo, cantar o amor e a esperança seria tão insignificante ou ingênuo assim? O que nos restaria não fossem esses sentimentos que dão sentido à nossa condição humana?

Não tenho todas as respostas, apenas novas canções.

Feitas com o sentimento de que possamos fortalecer ou restaurar a nossa ligação com a natureza e a espiritualidade, pra assim resgatar a nossa própria humanidade.




63 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
 
831885828206936