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  • Tiago Araripe

Contos-gotas para controlar a ansiedade

Atualizado: 21 de out. de 2020


De um chafariz público em Bérgamo, Itália. (Foto: Tiago Araripe)


1

Era hipocondríaco e riquíssimo.

Hoje, é apenas remediado.


2

Escreveu, no gesso da própria perna:

“Às vezes, cair do cavalo é que nos conserta”.


3

Não gostava que pegassem no seu pé.

Era cheio de dedos.


 

Vou mexer de novo no nome do nosso livro. Decidi chamá-lo de Receituário homeopoético. Dessa forma, Poemas-pílulas, contos-gotas voltam à condição de subtítulo. Não é uma condição constrangedora, pois se reconhecem com os reais protagonistas da narrativa, se esta é a palavra adequada aos textos mínimos. Seu uso medicamentoso, depois de testado em alguns incautos, sem registro de efeitos colaterais além de risos nervosos e leves esgares faciais, não tem contra-indicação. A posologia é livre e o produto pode ser deixado ao alcance das crianças. Caso sinta-se melhor com o uso das gotas, bater suavemente o frasco, durante 20 vezes, na palma da mão. Se a preferência é pelas pílulas, recomenda-se que não as deixe expostas ao calor e à umidade. Indicado, em ambas as versões, para estados de apatia, ceticismo, tristeza, depressão moderada e ansiedade, entre outros sintomas desses estranhos tempos em que vivemos. Ou seja: se você é humano, pode começar a usar.


 

Conheça o nosso novo clipe, Das Horas, com a participação de Clarissa Araripe.

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