• Tiago Araripe

O Velho Mundo, novo em folha aos nossos olhos. E aos nossos sonhos.



Foto feita durante viagem pelo norte da Espanha, na boa companhia

de Ana Ruth e dos amigos Pedro Rogério, Cristiane e Sarinha.


Como diz uma bela canção de Rogério Franco e Dalwton Moura, há momentos em que a vida pede reinvenção. E foi com esse sentimento que, dois anos atrás, eu e Ana Ruth atravessamos o Oceano Atlântico para vir morar em Portugal.


Em nenhum momento pensamos nessa mudança, planejada durante um par de anos, como uma fuga do Brasil. Depois de morar décadas em capitais movimentadas como São Paulo, Fortaleza e Recife, quisemos ter a oportunidade de respirar novos ares e buscar novas fontes de inspiração. De trocar a agitação da metrópole pela tranquilidade de uma cidadezinha de 5 mil habitantes.


É de novos descobrimentos que estou falando, na rota inversa dos antepassados portugueses.


Enquanto eu me aproximava inexoravelmente dos 70 anos, empreender essa jornada significava transformar o nosso estilo de vida e hábitos de consumo.

Passamos a estudar o minimalismo, observando que não precisamos de muito quando se trata de viver com qualidade. Ao mesmo tempo, eu estava trocando um salário de publicitário por uma condição de aposentado do INSS; recebendo em reais para gastar em euros. Fazia-se necessária uma adaptação a essa nova realidade.


Também nesse contexto, a escolha de uma pequena cidade foi estratégica. Afinal, custos de aluguel e outros serviços caem significativamente quando fora de áreas metropolitanas como Lisboa e Porto.


E assim se passaram dois anos - parecem muito mais, diante de tantas experiências que já vivemos. Li em algum lugar que esse é o tempo necessário à adaptação a uma nova cidade. Já havíamos experimentado outras mudanças, inclusive de estados e de regiões. Sim, há um período de adaptação. Mas, desde os primeiros momentos da nossa chegada, nos sentimos em casa. As novas amizades ampliaram o nosso sentimento de familiaridade e pertencimento. E temos um ao outro, o que aprofunda o nosso vínculo e contribui para superar os percalços da jornada.


Há uma pandemia no meio do caminho, mas há esperança no coração dos caminhantes.

O sentimento é de gratidão a Deus por tudo o que temos vivido. Que possamos manter sempre a capacidade de sonhar.



A foto acima é simbólica da nossa permanência na Europa. Há evidentes contrastes na imagem. da criança que corre em direção à igreja antiga: o movimento diante da permanência, o novo indo ao encontro do velho, a convergência de eras. É como se o Velho Mundo se renovasse diante de novos olhares. Ou como se novos sonhos pudessem amadurecer face a culturas seculares.


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