Herói de carne e verso
- Tiago Araripe
- há 3 dias
- 2 min de leitura

Um xote para o Cego Aderaldo Vivemos um tempo de fixação por super-heróis de ficção e de aplausos para os pseudo-heróis da vida digital. Enquanto isso, gigantes da nossa própria história repousam no esquecimento, longe do reconhecimento que merecem.

No sertão do Ceará, a vida de um jovem arrimo de família, mergulhado na pobreza e no cuidado de uma mãe enferma, parecia destinada ao silêncio quando a cegueira lhe bateu à porta. Tinha tudo para ser apenas mais uma tragédia humana, seca e muda. Mas Aderaldo negou o peso do fardo e mudou o curso do próprio destino: trocou a visão do mundo pela visão do verso. Ao contrário dos heróis de capa, a força de Aderaldo não residia no que ele podia ver, mas na imensidão que ele escolheu sentir e cantar.
No breu dos olhos, ele tateou a luz da rima; na dureza da lida, encontrou a leveza do repente.
Tudo Que Meus Olhos Não Viram não é um lamento sobre a falta, mas o inventário de uma visão interna, onde o horizonte começa no peito e termina na ponta da viola – ou da língua. Prova de que, para um verdadeiro herói da vida real, o destino não é o que nos ocorre, mas o que fazemos com o que nos resta.
ESTREIA. <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< 29-05-2016 <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
FICHA TÉCNICA Tiago Araripe: composição, letra, voz Rosemberg Cariry: letra Caio Castelo: produção musical, arranjo, baixo, guitarra, violão Robson Gomes: acordeom, piano, teclados Makito Vieira: rabeca Igor Ribeiro: bateria, percussão Jocasta: vocais
Gravado, mixado e masterizado por Caio Castelo - Estúdio Orelha, Fortaleza, Ceará, de 28 de janeiro a 23 de março de 2026.
Captação de voz por Tiago Araripe, em Bombarral, Portugal. Capa: Emerson Monteiro | Arte-final: Gabriel de Morais





Comentários