• Tiago Araripe

O vasto repertório do silêncio



Do silêncio nascem sons e música. Brotam os pensamentos mais produtivos e as melhores decisões. No silêncio nos encontramos com nós mesmos e nos aproximamos de Deus. Este é um dos temas sempre presentes nas minhas músicas. Está, como não poderia deixar de ser, na Canção do Silêncio. E em Tudo no Lugar. Do silêncio nasceu também Nós. Ouço o silêncio mesmo quando a natureza é sonora. No cantar de um riacho, de uma cachoeira, da chuva mais torrencial. No sopro do vento, no farfalhar das folhas, no canto dos pássaros. Nos trovões e nas cigarras. Nas ondas do mar e no lento deslocar das dunas. No sangue que corre em nossas veias e no pulsar do nosso coração. O que seríamos nós sem o silêncio? Apenas ruído.


Um comentário do poeta e amigo Assis Lima me faz repensar, uma vez mais, o nome do nosso livro cujo subtítulo é Poemas-pílulas, contos-gotas. Numa postagem anterior, o chamamos de Receituário homeopoético. O que me escreveu Assis:


"Gostei do repertório homeopoético. Por sinal essa palavra repertório é utilizada para denominar tratados de homeopatia (Repertório de homeopatia é o título do livrão do Ariovaldo, espécie de Vade Mecum)".

Ariovaldo é o Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho, conceituado médico homeopata. E antes que você consulte o Google pra saber o que é Vade Mecum (como fiz), esclareço que se trata de um livro de referência. Outro aspecto positivo a favor da palavra repertório é estar associada ao universo musical. Interrelaciona, dessa forma, duas atividades que me são caras: a música e esse projeto de livro que aqui publico, de forma fragmentada e em doses irregulares de uma quase poesia homeopática. Mudemos o seu nome para Repertório homeopoético, pois.

©2020 por Tiago Araripe

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