• Tiago Araripe

A pandemia e a nossa inestimável capacidade de resistir


Não basta sair de casa para se ver livre do isolamento social, é o que parece dizer este

flagrante de um domingo de verão na cidade portuguesa São Pedro de Moel, (Foto do autor)


A pandemia que aflige a humanidade tem sido um duro teste à nossa capacidade de adaptação e resiliência. A todo instante, é como se o vírus nos desafiasse a buscar novas formas de sentir, de pensar e de agir para continuar produzindo... e, em muitos casos, simplesmente sobrevivendo.


Por mais confortáveis que alguns possam estar por se manter trabalhando e em segurança, impossível não pensar na dor de tanta gente que vive outra realidade: os moradores de rua, as populações indígenas; os que habitam tanto em favelas urbanas quanto em pequenas cidades e áreas rurais apartadas do mundo; os que perderam seus entes queridos, os idosos agrupados em asilos, os trabalhadores que ficaram sem emprego e renda, os empreendedores forçados a fechar suas empresas, os profissionais de saúde que se arriscam todos os dias para salvar vidas.


São muitas as teorias sobre o surgimento do Covid-19 e de como se espalhou pelo mundo.


Apontamos dedos, culpamos países ou dirigentes e, assim, nos isentamos da parte que nos cabe. Como dizia Homer Simpson, "a culpa é minha e ponho em quem eu quiser". Não que inexistam culpados, omissos, descompromissados com a dor e as necessidades das populações, em especial dos desassistidos. Existem e, um dia, serão responsabilizados pelos seus atos e omissões.

Mas o que fizemos para evitar desperdício de recursos, preservar a natureza, zelar pelo bem-estar comum? O que fizemos pelas florestas, praias, rios? O que fizemos pelas cidades, no exercício da nossa cidadania? O que fizemos para não ser meras peças de uma engrenagem política e social?


Mesmo quando a vontade é desistir, é importante resistir e continuar produzindo. Dia a dia, nossa inteligência tem sido desafiada a buscar soluções para continuarmos seguindo em frente. Essa mesma inteligência nos ensina que as respostas precisam ser buscadas sobretudo na espiritualidade. E no nosso íntimo.


Tão essencial quanto enxergar o que se passa lá fora é olharmos para dentro de nós próprios e resgatarmos conexões perdidas, com a gente mesmo e com o Divino. Assim encontraremos motivação e esperança. Assim teremos mais a oferecer aos outros.



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